Representação social acerca da assistência de enfermagem prestada a mulheres grávidas usuárias de crack na Maternidade e Centro Obstétrico

Jeferson Ventura, Giovana Calcagno Gomes, Juliane Scarton, Deisa Salyse dos Reis Cabral Semedo, Rosiane Filipin Rangel, Maria Helena Gehlen

Resumo


Este estudo objetiva-se conhecer as representações sociais de enfermeiras que atuam em Maternidade e Centro Obstétrico acerca da assistência de enfermagem prestada à mulher grávida usuária de crack nos setores. Trata-se de uma pesquisa qualitativa. Usou como referencial teórico a Teoria das Representações Sociais. Participaram 14 enfermeiras que atuavam na maternidade e centro obstétrico. Os dados foram coletados em 2018 por entrevistas semiestruturadas e analisados pela técnica do Discurso do Sujeito Coletivo. O projeto teve aprovação, sob o número 113/2018 e CAAE 90845618.3.0000.5324. Os resultados revelaram que a preocupação da equipe é com o bebê que irá nascer. Muitas mulheres são tratadas com preconceito, tanto pelos médicos como enfermeiros. As crenças, valores dos profissionais influenciam na forma como são tratadas. As mulheres usuárias de crack são marginalizadas, e por vezes não possuem as mesmas chances que as outras pessoas. Conclui-se que é necessária a capacitação dos profissionais de saúde que atuam na assistência a essas mulheres, afim de qualificar o cuidado a estas mulheres, para minimizar o estigma que envolve a temática do uso de crack e do ser mulher gestante.

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Palavras-chave


Mulheres, Gravidez, Cocaína Crack, Pessoal de Saúde, Enfermagem.

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2021.49933

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