Limitações acerca da implantação de softwares do Sistema Único de Saúde na Atenção Básica

Josélia Batista Dias de Souza, Thiago Fernandes Borges, Marcos Fernandes-Sobrinho

Resumo


O presente artigo busca analisar os principais dilemas inerentes à implantação dos softwares CDS e PEC no âmbito da gestão da informação em saúde, bem como identificar os ideais teóricos da política do e-sus AB com a criação e a disponibilidade aos municípios de tais tecnologias. No intuito de se chegar a esses propósitos que seguem uma abordagem qualitativa aplicou-se diferentes métodos. Inicialmente, empregou-se no campo da tipologia dos procedimentos metodológicos, a pesquisa bibliográfica e a pesquisa documental em bases relacionadas ao tema, e em segundo momento, empregou-se a pesquisa de campo a partir da realização de entrevista semiestruturada com profissionais que atuam no setor de Atenção Básica de um município de pequeno porte, localizado ao norte do Estado de Goiás. As reflexões em literaturas pertinentes conduzem ao entendimento da essencialidade desses softwares para a melhoria do processo de coleta, atualização e aproveitamento de dados dos cidadãos a fim de se promover um atendimento integralizado aos mesmos na esfera da saúde pública primária. Enfim, tem-se a compreensão de que tais sistemas apresentam-se como inovações incrementais para o processo informacional do SUS. Por intermédio da investigação compreendeu-se que os sistemas estão sendo implantados de forma gradual nas Unidades Básicas de Saúde do local, e apesar disso, tem-se limitações relacionadas ao acesso de recursos tecnológicos e à capacitação profissional, de forma que entraves como esses colaboram para que estes avanços, ainda permaneçam incipientes em territórios demograficamente menores no Brasil.   


Palavras-chave


Palavras-chave: Tecnologia da Informação; Sistema Único de Saúde; e-sus aB; Softwares CDS e PEC.

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2020.43164

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