Análise do conforto ambiental e ergonômico em uma instituição de ensino

Eduardo Nunes Magalhães, Ester Melo Vieira

Resumo


O senso comum para o trabalho tem sido de punição,  desgaste ou de exploração, o que vem mudando nos últimos anos graças aos investimentos acadêmicos e empresariais na busca pela melhoria na relação do homem com sua atividade laboral. Essa reorganização do pensamento e das atitudes com relação ao trabalho é motivada pela busca de uma qualidade de vida associada ao conforto ambiental e ergonômico, que buscam como objetivo primordial diminuir ou eliminar o aparecimento de doenças ocupacionais advindos das atividades relacionadas ao desempenho de uma função trabalhista. Nesse sentido, o termo conforto ambiental e ergonômico denotam a interdisciplinaridade entre diversos fatores, tais como: condições do ambiente de trabalho, familiar, condições psicossomáticas prévias ou adquiridas ao longo da vida, a fim de se obter uma correlação que permita ao trabalhador conhecimento suficiente para produzir qualidade de vida, e uma satisfação natural no desenvolvimento de suas atividades. O presente trabalho aborda, em específico, a atividade dos profissionais de educação; tanto técnicos administrativos quanto docentes no ambiente do Instituto Federal do Triângulo Mineiro; Campus Patos de Minas; por meio da aplicação de uma técnica conhecida como Análise Ergonômica do Trabalho – AET . Essa técnica consiste na utilização de entrevistas e análises físicas do ambiente (IBUTG, ruídos e iluminância) através de medições padronizadas pelas Normas Regulamentadoras 17 e 15 do Ministério do Trabalho. Percebeu-se que, no geral, a condição dos servidores é satisfatória, porém, há também um desconhecimento referente à ergonomia pelos técnicos administrativos e professores. Demonstrou-se que o mobiliário, no geral, apresenta-se fora dos padrões recomendado, e que quanto as variáveis físicas medidas apenas a temperatura encontra-se fora dos padrões recomendados pela norma. Para uma análise mais profunda faz se necessário que o estudo seja aplicado ao longo dos anos para melhor compreensão da atividade.


Palavras-chave


Ergonomia; Escola; Conforto Ambiental; Educação

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DOI: https://doi.org/10.12957/sustinere.2017.30168

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