A busca ativa como princípio político das práticas de cuidado no território

Ruben Artur Lemke, Rosane Azevedo Neves da Silva

Resumo


Originalmente um procedimento estritamente técnico de ação em vigilância epidemiológica, a expressão busca ativa passou também a denotar uma postura política de trabalho no território. Este artigo visa mostrar como determinadas práticas no campo da saúde, sobretudo o trabalho dos acompanhantes terapêuticos, dos Agentes Comunitários de Saúde e dos redutores de danos, sob a consigna da desinstitucionalização e da integralidade, transformaram o sentido atribuído a esta expressão. Pretende-se também apresentar o potencial de politização das práticas e abertura de um campo de possíveis para a produção de novos sentidos contidos nos conceitos de desinstitucionalização e integralidade. Por último, através das reflexões de Hannah Arendt sobre o princípio de vita activa, o artigo pretende problematizar a atividade que está no cerne da experiência destes trabalhadores itinerantes e de suas práticas no território.

Palavras-chave


Busca ativa; Saúde mental; Atenção básica; Cuidado; Território

Texto completo:

PDF HTML


DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2010.9036

Licença Creative Commons
A revista Estudos e Pesquisas em Psicologia esta licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial 3.0 Não Adaptada.

 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Psicologia
© Estudos e Pesquisas em Psicologia
Rua São Francisco Xavier, 524, bloco F, sala 10.005, 10° andar, CEP 20550-013, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
Telefone: (21) 2334-0651

E-mail: revispsi@gmail.com