O delírio como método: a poética desmedida das singularidades

Tania Mara Galli Fonseca, Luis Artur Costa, Vilene Moehlecke, José Mário Neves

Resumo


Esse artigo busca compor uma problematizaçao do método de produçao de conhecimento e intervençao em Psicologia, com intuito de construir formas de apreensao inventivas. Pensamos um modo cartográfico que se dobra entre o sensível e o inteligível, ao desdobrar sentidos e operar no plano das multiplicidades. Assim, podemos mapear o plano das singularidades, que flui em uma superfície de Acontecimentos cujo efeito pode produzir o contágio da lógica dos paradoxos e suas complexidades intensivas. Aqui, a cartografia pretende traçar as linhas de tais contaminaçoes. Desse modo, tentamos pensar o método em sua poésis, abrimos mao de um método previsível e feito por procedimentos universalizantes, para nos tornarmos efeitos de superfície e experimentarmos as complexidades da linguagem e de suas proliferaçoes.  Finalmente, lembramos a potencia do simulacro, que assegura a concepçao do mundo a partir da estética: a este mundo cabe investigar e intervir com operadores poéticos, questionando e criando retóricas existenciais, estilísticas do ser.

Palavras-chave


Cartografia; Singularidades; Poética; Linguagem; Simulacro

Texto completo:

PDF HTML


DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2010.9025

Licença Creative Commons
A revista Estudos e Pesquisas em Psicologia esta licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial 3.0 Não Adaptada.

 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Psicologia
© Estudos e Pesquisas em Psicologia
Rua São Francisco Xavier, 524, bloco F, sala 10.005, 10° andar, CEP 20550-013, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
Telefone: (21) 2334-0651

E-mail: revispsi@gmail.com