Abrigo e abrigados: construções e desconstruções de um estigma

Lygia Santa Maria Ayres, Ana Paula Cardoso Coutinho, Daniele Amaral de Sá, Thainá Albernaz

Resumo


Partindo de uma pesquisa bibliográfica acerca das produções acadêmicas referentes às temáticas abrigamento, convivência e destituição do poder familiar, entre os anos de 2000 a 2008, constatamos que alguns artigos atribuíam às crianças e aos adolescentes abrigados uma identidade particular, segundo certas concepções psicológicas que os aprisionam em determinadas formas de ser. Esse artigo coloca em análise a construção de estigmas institucionais, dentre eles, déficits nas crianças e jovens abrigados: problemas de atenção, dificuldade de aprendizagem, prejuízos em relação a mecanismos de defesa, excesso de agressividade, embaraços nas relações afetivas, dificuldade de expressão, carência de afetos. A análise do discurso foi a opção escolhida por nos possibilitar compreender todo um leque de relações que atravessam as falas dos especialistas e que participam da produção, reprodução, manutenção ou transformação das práticas sociais e das relações de saber-poder com as suas implicações ético-políticas.

Palavras-chave


Estigma; Abrigos; Abrigados; Convivência familiar; Produção de subjetividade

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2010.8966

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