Fantasmas do futuro: a clínica do virtual

Juliane Tagliari Farina, Tânia Mara Galli Fonseca

Resumo


O presente artigo toma conceitos desenvolvidos por Gilles Deleuze na obra Diferença e Repetição como ferramentas para a produção de uma perspectiva crítica das noções de subjetividade e tempo no campo clínico da Psicologia. Tal perspectiva convoca um exercício cartográfico dos efeitos desses conceitos no fazer e no pensar de uma prática clínica diferenciada, a partir de um pensamento descolado das categorias representacionais, e reencontrado numa dimensão imanente. Um espaço virtual se abre clamando por atualizar-se como obra, destituindo o agente e a condição dos papéis de protagonistas da existência. Ao longo do texto, a Água Viva de Clarice Lispector (1998) faz a articulação entre arte, filosofia e clínica na trama conceitual que construímos.

Palavras-chave


Diferença; Repetição; Virtual; Clínica

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2010.8956

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