Doença e morte na Umbanda Branca: A Legião Branca Mestre Jesus

Daniela Torres de Andrade Lemos, José Francisco Miguel Henriques Bairrão

Resumo


Neste artigo expõem-se e analisam-se as concepções de doença e morte presentes em um renomado centro de cura espiritual, mediante procedimento etnográficos e a consideração dos seus implícitos. Subjacente ao surgimento da Legião Branca Mestre Jesus conta-se a história de uma família de índios cujos fundadores, depois de mortos, se unem no "plano espiritual" para atrair e reunir os seus membros que entretanto se haviam dispersado. Esta narrativa parece ser uma metáfora do encontro e desencontro entre colonizadores e suas vítimas africanas e indígenas. A doença é significada como um sinal de pertencimento a essa família e o fato dos "médicos" serem entendidos como mortos, propõe uma relação de familiaridade com a morte. A concepção reencarnacionista propicia a composição de laços entre biografias diversas, interligando uma revisão da própria identidade a memórias sociais da escravidão, da subjugação colonial e do etnocídio indígena.

Palavras-chave


Etnopsicologia; Cultos afro-brasileiros; Rituais de cura; Morte; Religião e saúde

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2013.8431

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