Sobre a Força de "Mães do Crack": A Produção de uma Anormalidade

Diana Marisa Dias Freire Malito

Resumo


Esta resenha crítica apresenta o livro "Mães do Crack": A produção de uma anormalidade sublinhando suas contribuições para psicólogos e outros trabalhadores das subjetividades que se debruçam sobre os processos de exclusão social. Os corpos das jovens gestantes em situação de rua, na sua maioria negras, interpelam os referenciais normalizadores que historicamente sustentam os lugares de saber-poder dos especialistas que lhes ofertam cuidado, incluindo aqueles afeitos a perspectiva dos "direitos humanos". O livro é efeito da tese de doutorado defendida por Zelia Caldeira, em 2019, no Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPFH/ Uerj). A autora atua no campo de atenção ao uso prejudicial de álcool e outras drogas desde 1986, e suas experiências embasam tanto análises sobre as práticas cotidianas dirigidas as gestantes usuárias de drogas quanto uma problematização sobre as políticas de drogas no cenário macropolítico. "Mães do Crack" nos convoca a reflexões ativas sobre o cuidado que ofertamos a uma população historicamente marginalizada. Nesse sentido, esta resenha é construída na costura entre a apresentação da obra e análises sobre o lugar de trabalhadora social ocupado pela presente leitora.

Palavras-chave


drogas; maternidade; processos de subjetivação; políticas públicas

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2022.68660

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