Profissionais Forcluídos e Recalcados das Práticas em Saúde Mental

Allan Rooger Moreira Silva, Henrique Figueiredo Carneiro

Resumo


Trabalhadores da saúde mental como porteiros, vigilantes e serventes gerais não figuram nas políticas do Ministério da Saúde do Brasil, sendo excluídos das orientações oficiais. Ao nível institucional uma exclusão também se opera, visto que tais profissionais não são considerados componentes das equipes. As investigações de Freud e Lacan apontam para mecanismos fundamentais e modos de subjetivação específicos advindos da relação do homem com a realidade. Nesse sentido, a hipótese deste artigo é que há uma forclusão desses trabalhadores pela política e um recalcamento pelos serviços. Ainda nessa esteira, o Estado e a instituição CAPS podem ser responsabilizados por uma dinâmica de vulnerabilização e exclusão desses profissionais. Para que haja uma reabilitação desses trabalhadores para uma categoria de operadores da saúde mental, é preciso reivindicar políticas que apontem para sua valorização e inclusão dentro dos serviços, como a ParticipaSUS e a Política Nacional de Humanização. Assim, para que essas políticas tenham incidência nesse público, é necessário que o tema seja suscitado nas instituições, sendo essa uma contribuição possível da psicanálise enquanto aliada da prática da supervisão institucional.

Palavras-chave


saúde mental; psicanálise; instituições de saúde

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2022.66489

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