Interferências das Residências Multiprofissionais em Saúde na Trajetória Docente de Psicólogos

Ana Helena Araújo Bomfim Queiroz, Magda Dimenstein, Candida Dantas

Resumo


O artigo analisa as interferências da formação nas Residências Multiprofissionais em Saúde (RMS) na trajetória docente de psicólogos. Tratou-se de um estudo qualitativo com 17 egressos(as) mediante o uso de entrevistas presenciais e à distância, as quais foram transcritas e analisadas por meio da análise de conteúdo temática. A atividade docente de psicólogos está estreitamente vinculada ao cenário de retração do mercado de trabalho no setor público, à ampliação de vagas nas instituições de ensino superior privado e à ampla formação oferecida no modelo de residência para profissionais de saúde. Os psicólogos egressos das RMS e atualmente docentes enfrentam inúmeros desafios em operacionalizar os princípios pedagógicos da Educação Permanente em Saúde no seu cotidiano de trabalho; vivenciam resistências por parte de professores e alunos às metodologias ativas de aprendizagem e observam o descolamento teoria-prática no ensino da psicologia. Apesar da hegemonia dos princípios e metodologias da pedagogia tradicional nos contextos de ensino em que estão inseridos, consideram que a formação propiciada pelas RMS lhes proporcionou uma bagagem teórica-instrumental que favorece a produção de uma prática docente em psicologia comprometida ética e politicamente.

Palavras-chave


residência multiprofissional; ensino superior; docência; psicologia

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2021.63948

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