Adversidades na Infância: Associação a Fatores Protetivos e Sintomas Internalizantes na Adultez

Jaqueline Portella Giordani, Carolina Palmeiro Lima, Clarissa Marceli Trentini

Resumo


Este estudo teve por objetivo discutir relações entre adversidades na infância e sintomas de depressão, ansiedade e estresse em uma amostra de adultos brasileiros, além dos fatores proximais e distais que poderiam explicar o caminho dessa relação da infância até a idade adulta. 510 participantes com idades entre 18 e 59 anos (MD=30,64; DP=10,47) responderam a uma ficha de dados sociodemográficos, à Maltreatment and Abuse Exposure Scale, à DASS-21 e à Social Readjustment Rating Scale, por coleta online e presencial. Os resultados indicaram que ter vivenciado adversidades na infância estava associado a maiores índices dos sintomas e à ideação suicida e que a violência psicológica e emocional se mostrou mais prevalente e com maior efeito em longo prazo. Percepção de rede de apoio social e psicoterapia são fatores que podem atuar de forma positiva e eventos estressores recentes podem intensificar o prejuízo sobre a saúde mental. São discutidas as implicações na identificação e intervenção sobre as adversidades na infância e no investimento nos fatores protetivos em longo prazo.

Palavras-chave


adversidades na infância; saúde mental; fatores protetivos

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2020.54356

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