A metáfora do amor: A posição do analista perante o (des)encontro no encontro amoroso

Simone Ravizzini, Paulo Eduardo Viana Vidal

Resumo


O presente trabalho propõe circunscrever um delineamento possível para pensarmos o amor, a transferência e a posição do analista diante da limitação caracterizada em cada enlace amoroso. Tal limitação é problematizada pela psicanálise lacaniana como um vazio estrutural que, devido à relação com a linguagem, resta no encontro entre os sujeitos. A trilha para esse caminho entreabre-se guiada pela concepção, proposta por Lacan, de que o falante é um ser sem essência, que precisa passar pelo significante para se representar. Neste movimento, algo é cifrado circunscrevendo, concomitantemente, um vazio inextirpável em seu advento. Almeja-se então pensar como o amor, amparado pela escuta analítica, pode lidar com esta falta, encarnada como um desencontro por aqueles que amam, sem comparecer apenas como uma enganação que a escamoteia. Assim, esse artigo bordeja uma diferente resposta possível para a emergência de um caminho inédito para o amor. Com esse intuito, perpassam-se textos lacanianos sobre amor e transferência, textos freudianos sobre a técnica analítica e passagens da literatura.

Palavras-chave


psicanálise; amor; enganação; transferência; posição do analista

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2019.46921

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