Sexting: percepções de adolescentes sobre o fenômeno e acerca do papel das relações familiares

André Tavares Cardoso, Denise Falcke, Clarisse Pereira Mosmann

Resumo


Pesquisas sobre sexting vêm abordando quantitativamente aspectos da individualidade dos adolescentes, desconsiderando suas percepções. Portanto, o objetivo dessa pesquisa qualitativa e descritiva foi conhecer a percepção de adolescentes sobre o sexting e sobre o papel das relações familiares no fenômeno. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com seis adolescentes entre 14 e 17 anos de uma escola da região metropolitana de Porto Alegre, com ou sem envolvimento em sexting. A partir da análise de conteúdo, os resultados mostraram que o fenômeno foi descrito como comum e não negativo. Entretanto, os participantes o descreveram como problemático caso ocorra o compartilhamento não autorizado. O exemplo dos pais e o diálogo na família foram percebidos como influenciadores de sexting ativo. Sugere-se que educadores, pais e terapeutas não o qualifiquem pejorativamente. Também que ampliem a comunicação sobre sexualidade para além do caráter informativo, bem como a discussão dos riscos de exposição que o compartilhamento não autorizado do sexting acarreta.

Palavras-chave


sexting; adolescência; família

Texto completo:

HTML PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2019.46909

Licença Creative Commons
A revista Estudos e Pesquisas em Psicologia esta licenciada sob uma Licença Creative Commons Atribuição-Não Comercial 3.0 Não Adaptada.

 

Universidade do Estado do Rio de Janeiro
Instituto de Psicologia
© Estudos e Pesquisas em Psicologia
Rua São Francisco Xavier, 524, bloco F, sala 10.005, 10° andar, CEP 20550-013, Rio de Janeiro-RJ, Brasil
Telefone: (21) 2334-0651

E-mail: revispsi@gmail.com