Cuidado e Artes Circenses: O circo no cotidiano de uma instituição de saúde mental

Luiza Fernandes Barros, Walter Melo

Resumo


Este artigo busca compreender algumas ressonâncias da prática de atividades circenses no cotidiano de uma instituição de saúde mental, a partir da inserção em um Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas, serviço substitutivo à lógica manicomial, pautado na atenção psicossocial e em ações territoriais. Nesse sentido, o trabalho parte de uma contraposição ao modelo biomédico, estabelecendo reflexões sobre as práticas de circo a partir das noções de cuidado, de circo social e de trabalho vivo em ato. Os encontros circenses fundamentaram-se em técnicas de malabarismo, acrobacia e equilibrismo, por meio dos quais foram consolidadas relações afetivas, cooperação e cuidado mútuo. O afeto mostrou-se como um dos pilares das atividades, pelo qual se estabeleceram relações de trocas, de cumplicidade e de confiança, além de possibilitar surpreendentes evoluções técnicas. O trabalho de campo, apreendido por meio de observação participante, diários de campo, fotografias, filmagens e entrevistas semiestruturadas, proporcionou pontuar e refletir uma série de ressonâncias da prática de artes circenses em uma instituição de saúde mental, sendo tratadas neste artigo: a relação risco/segurança, evolução técnica e cuidado.

Palavras-chave


circo; cuidado; CAPS; atenção psicossocial; artes circenses

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2019.46906

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