Psicologia e pobreza no Brasil: Histórico, produção de conhecimento e problematizações possíveis

Kíssila Teixeira Mendes, Pedro Henrique Antunes da Costa

Resumo


O presente artigo objetivou realizar uma análise sobre como a temática da pobreza tem historicamente comparecido nos estudos e parâmetros de atuação profissional do psicólogo brasileiro. Foi realizada uma revisão bibliográfica acerca do objeto de estudo, o resgate de produções pertinentes sobre a relação da Psicologia brasileira com a pobreza ao longo de seu desenvolvimento, bem como de documentos e parametrizações do Conselho Federal de Psicologia. Observamos um crescimento do envolvimento da Psicologia com a pobreza e demais expressões da "questão social", atrelado com a maior vinculação da profissão com as políticas públicas e sociais. O debate entre "questão social", pobreza e Psicologia, contextualizado em diferentes fases do capitalismo, face às particularidades brasileiras e atual conjuntura, evidencia as contradições: autocrítica acerca do distanciamento com a realidade brasileira e insuficiências teórico-práticas, mas com a hegemonia na Psicologia ainda se fazendo valer por meio de leituras e práticas individualizantes, psicologizantes, perpetradoras da ordem. Dessa forma, uma Psicologia compromissada com a compreensão e superação da pobreza, assim como do sistema que a forja e nela se sustenta, requer a identificação e libertação de sua própria pobreza.

Palavras-chave


Psicologia; história social; pobreza; questão social; Brasil

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2018.42227

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