O objeto da segregação e o campo de concentração

Marcos Vinicius Brunhari, Vinicius Anciães Darriba

Resumo


O isolamento de um sujeito puro é o fundamento do saber científico, segundo Lacan (1967). Deste sujeito puro está velada a estrutura que comporta a relação com o objeto a e a implicação disso, que Lacan apregoa a uma universalização do sujeito, tem ressonâncias sobre o ser falante e, também, sobre a ordem social. O preço dos avanços civilizatórios se traduz, para além do mal-estar, em efeitos de segregação. Tais efeitos permitem que se questione o estatuto assumido pelo objeto a nesse processo, que tem por contrapartida a ampliação dos processos de segregação atrelada ao futuro de mercados comuns. No velamento da divisão do sujeito procuraremos situar um encontro forjado por meio do objeto produzido pela tecnicização da ciência, sob a injunção do Discurso do Capitalismo. Desde então, avançaremos para sustentar que a matriz para tal processo poderia estar firmada historicamente nos campos de concentração. Tal percurso permite questionar a implicação do objeto a na noção de efeito de segregação.

Palavras-chave


teoria psicanalítica; Lacan, J.; segregação; campo de concentração

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2018.40465

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