Mulheres e maternidade: faces possíveis

Renata Feldman Scheinkman Lemos, Luciana Kind

Resumo


Neste artigo, discutiu-se a maternidade contemporânea em uma dimensão plural, como acontecimento permeado de expectativas, ambivalências, antagonismos e prescrições de toda ordem. A pesquisa guiou-se por uma perspectiva ontológica do presente. Transformações no número de filhos, na vivência profissional, nos avanços tecnológicos e nos arranjos familiares são exemplos do que têm possibilitado à maternidade e à paternidade manifestarem-se em variados modos de existência. Esse contexto, de profundas transformações, ocorre em meio à lógica normativa, discursiva e tradicional que também rege a maternidade contemporânea. Diante desse cenário, a presente pesquisa perguntou a mulheres de diferentes perfis como elas se veem e como se sentem em relação à experiência de ser (ou não ser) mãe. O percurso metodológico baseou-se em uma pesquisa de campo de natureza qualitativa, realizada através de entrevistas semidirigidas a seis mulheres, sendo cinco mães e uma convicta em não sê-lo. A análise dos dados teve como parâmetro a análise de conteúdo temática. Acredita-se que o presente estudo possibilitou investigar o diversificado olhar de mulheres para a maternidade contemporânea e suas várias possibilidades de existência, delineando dinâmicos processos de subjetivação diante das prescrições, expectativas e discursos que a acompanham.

Palavras-chave


maternidade contemporânea; mulheres; subjetivação

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2017.37675

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