Violência e cultura no pensamento freudiano: as duas faces de Jano Bifronte

Luciana Norat Coelho, Mauricio Rodrigues de Souza

Resumo


Sem se configurar como um fenômeno novo, a violência permanece um tema amplamente discutido na atualidade, trazendo desafios nada desprezíveis para diversos campos do saber. Ao considerar as ferramentas conceituais oferecidas pela psicanálise como particularmente relevantes para um debate sobre o assunto, o presente artigo detém como principal objetivo pesquisar os modos como a violência aparece abordada no pensamento de Freud, mais especificamente nas suas articulações suplementares com a cultura. Em termos metodológicos, trata-se de um estudo de natureza conceitual e histórica que, pela via de um levantamento bibliográfico, destaca em um primeiro momento certo otimismo freudiano quanto a uma possível mediação dos laços sociais e o afastamento da violência. Em seguida, são brevemente pontuadas importantes mudanças realizadas ao longo do percurso teórico de Freud, de modo que a hipótese inicialmente apresentada é recusada. Tal linha de investigação conduz à conclusão de que o discurso freudiano detém algo de singular a dizer sobre a questão da violência, destacando-o assim como alternativa frente aos discursos dominantes sobre o tema.

Palavras-chave


pensamento freudiano; violência; cultura

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2017.37144

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