Culpa e Vergonha na Constituição da Subjetividade: Ensaio de Psicanálise Aplicada Sobre o Filme "Shame"

Maysa Maria Napolitano Machado, Victória de Freitas Branco, Maíra Bittar Galdi, Érico Bruno Viana Campos

Resumo


Este artigo consiste em um ensaio de psicanálise aplicada sobre o filme "Vergonha" (Shame). A interpretação está focada sobre a relação entre os dois personagens principais, com destaque para o protagonista, Brandon. A análise do filme apresenta a angústia depressiva e a impossibilidade de elaboração do luto pela perda do objeto como elementos centrais da subjetividade narcísica. O objetivo é discutir questões mais amplas com relação à caracterização das formas próprias de sofrimento nos modos de subjetivação contemporâneos, em que a relação com as instâncias ideais caracteriza-se muito mais pela mediação do ideal de ego narcísico, cujo teor afetivo é da ordem da vergonha, do que do superego edípico, cujo teor afetivo é da ordem da culpa.

Palavras-chave


psicanálise; cinema; mal-estar; narcisismo

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2016.33455

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