A atualidade dos conceitos freudianos de eu ideal, Ideal do eu e supereu

Andréa Di Pietro Lewkovitch, Angélica Bastos de Freitas Rachid Grimbe

Resumo


O presente artigo aborda as identificações constitutivas do sujeito e o imperativo superegoico a partir do referencial psicanalítico, com o objetivo de examinar a pertinência e atualidade deste aparato conceitual. A pesquisa deteve-se na questão do narcisismo parental para tratar o papel da fantasia dos pais na formação dos ideais, chegando à concepção do supereu enquanto imperativo de gozo, dimensão que ultrapassa as identificações parentais. Recorremos à autobiografia do tenista Andre Agassi, apresentada no livro escrito após o término de sua carreira profissional. Ele relata ter sido, desde a infância, obrigado por seu pai a praticar tênis, ainda que declarasse incessantemente seu ódio por tal esporte. Não conseguia parar de jogar tênis, e, assim, tornou-se um dos maiores tenistas da história. Considerando as limitações impostas por um relato que não constitui um caso clínico, o conflito trazido por Agassi presta-se a traçar um percurso a respeito da formação dos ideais e da função do supereu na economia psíquica de acordo com a teoria psicanalítica.

Palavras-chave


Psicanálise; Freud; eu; Ideal; supereu

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2016.33444

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