Catástrofes e atuação militar: a subjetividade e a realidade traumática

Paula Kegler, Mônica Medeiros Kother Macedo

Resumo


A temática das catástrofes tem gerado preocupação em nível governamental e acadêmico. Diretrizes atuais ampliaram o papel das Forças Armadas Brasileiras na assistência às populações atingidas. Tal fato demonstra a importância de uma atitude reflexiva a respeito das complexidades envolvidas no trabalho das equipes militares de saúde no socorro disponibilizado às pessoas nestas situações críticas. Nesta perspectiva, este artigo teórico tem o objetivo de abordar a temática da atuação militar em seu exercício laboral, o qual tem no cuidado importante eixo de atuação. Assim, desde os aportes epistemológicos da Psicanálise, o conceito psicanalítico de trauma é utilizado para evocar os possíveis desdobramentos intrapsíquicos frente a vivências impactantes do sujeito na realidade material de uma tragédia. Estudos e reflexões a respeito desses efeitos psíquicos são pertinentes, especialmente em relação aos militares que exercem o cuidado como atividade princeps. Constatou-se que a ausência de espaço para a expressão de sofrimentos, decorrentes da imposição de uma performance profissional própria ao ambiente militarizado, pode se caracterizar como relevante causa de padecimentos psíquicos. Logo, a oferta de escuta ao sujeito trabalhador é um importante fator de promoção de cuidado direcionado, também, à saúde psíquica destes profissionais.

Palavras-chave


catástrofe; trauma; militares; cuidado; psicanálise

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2016.32954

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