O que o olho não vê o coração também sente: como cuidar do invisível que nos salta aos olhos

Eleonôra Torres Prestrelo

Resumo


Este artigo nasce de inquietações e questionamentos disparados por ecos das falas de alunos da Graduação em Psicologia. Acreditando que as disfunções relacionais se estabelecem pelo abandono da confirmação do outro enquanto ser legitimo em sua alteridade, a autora apresenta um projeto de extensão como espaço de acolhimento e cuidado na universidade, tema que se transformará, posteriormente, em objeto e método de sua pesquisa de doutorado.  Em seu trabalho, referencia-se no cuidado que se dá como exigência ontológica dos mundos relacionais, na busca de ampliação de entendimento de nossos modos de existência. Inspirada na noção de cuidado desenvolvida por Annemarie Mol, a autora propõe em sua prática, inclusive a de pesquisa, a mapear, contactar e narrar o que é colocado à margem, os desacertos, os não ditos na elaboração do conhecimento em nossas pesquisas e com eles, talvez, tornar visível as demandas, articulações, afetações presentes no cotidiano acadêmico. Afinada com a diretriz de pesquisa do Laboratório PesquisarCOM (UFF), a autora afirma a pesquisa como uma prática performativa que se faz com o outro e não sobre o outro.

Palavras-chave


cuidar; cuidado; pesquisar; política ontológica

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DOI: https://doi.org/10.12957/epp.2015.20263

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