A abertura ao trabalho psicanalítico em uma instituição pública: Márcia e a dúvida identificatória

Érica de Sá Earp Siqueira

Resumo


A partir do atendimento psicanalítico de uma adolescente (Márcia) no Ambulatório do Núcleo de Estudos da Saúde do Adolescente (NESA), enfocamos a possibilidade de a psicanálise se fazer presente em uma instituição pública. Márcia apresentava, desde o início, uma demanda de análise muito clara, tendo sido ela mesma e não seus pais que procuraram o ambulatório, a fim de ser atendida por um “psicólogo”. Verificamos, a partir do caso clínico, como é possível realizar um trabalho analítico em uma instituição pública, apesar de todas as dificuldades e impasses que o psicanalista encontra. Demonstramos a especificidade e a importância da escuta analítica em um setting institucional. Acreditamos que a escuta analítica em uma instituição pública é algo peculiar, em que o psicanalista se disponibiliza a escutar, de um outro lugar, próprio da Psicanálise, baseado na transferência analítica.

Palavras-chave


Adolescente; Instituição; Psicanálise; Escuta analítica

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