UM “NOVO NORMAL” PARA O NOVO JUDICIÁRIO? INTERSECÇÕES ENTRE ROBINSON CRUSOÉ E OS DIFERENTES LITIGANTES NO ACESSO À JUSTIÇA DURANTE (E PÓS) A PANDEMIA

Flávio Pedron, Rafael Menezes, Tiago Henrique Torres

Resumo


Este ensaio busca confrontar os personagens principais do livro Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, e os usuários do sistema de justiça, a partir dos dilemas e imposições da Pandemia do Covid-19, que assola a todo o mundo. As particularidades dos personagens Robinson Crusoé e Sexta-Feira, frente à necessidade de readequação a novos modos de vida de forma constante, foram o argumento para a contextualização, já sentida, com as diferenças havidas entre os litigantes habituais e litigantes eventuais no acesso à justiça. A relação entre direito e literatura, nesse caso, buscou lançar luzes sobre os aspectos relacionados à necessidade de readequação dos diferentes litigantes para o acesso pleno à justiça, considerando os impactos da Pandemia sobre a atividade jurisdicional. O método científico empregado na pesquisa foi o indutivo, já que se partiu da análise das particularidades dos personagens e dos diferentes litigantes, como premissas verdadeiras, para se apurar os diferentes modos de readequação às novas realidades por cada, e qual o impacto dessas diferenças sobre o acesso à justiça. Deste modo, foi possível demonstrar que ainda persistem importantes diferenças entre os diferentes litigantes na nova realidade jurisdicional, urgindo a adoção de medidas que reduzam a disparidade.    

Palavras-chave


Direito e literatura; Robinson Crusoé; Daniel Defoe; acesso à justiça; litigiosidade

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DOI: https://doi.org/10.12957/redp.2022.59618



Direitos autorais 2022 Flávio Pedron, Rafael Menezes, Tiago Henrique Torres

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