CINEMAS AFRO-ATLÂNTICOS: Corporeidade, Trabalho e Musicalidade dos Cinemas Negros nas Tessituras das Redes Educativas

Marco Aurélio Correa

Resumo


O presente texto pretende abordar como a discussão conceitual sobre a diáspora africana se apresenta nas imagens, narrativas e sons dos cinemas negros presentes no decorrer do atlântico negro (GILROY, 2001). Enfocando nas relações entre o corpo (TAVARES, 2016), o trabalho (MOURA, 1995) e a musicalidade (HALL, 2003) da diáspora representadas nos filmes dos cinemas negros, questionaremos monologismos da ciência ocidental (ALVES, 1999) que desencadearam no colonialismo e no racismo contemporâneo (FANON, 2005), através de hierarquização e aprisionamento das identidades e diferenças (CARDOSO JR, 2011; JESUS, 2016). As correntes que prendiam e cerceavam corpos e mentes negras foram sutilmente subvertidas através de constantes movimentos de criações corporais e musicais como forma de manutenção das expressividades de origem africana, até os dias de hoje. A potência criativa e intercessora (DELEUZE; GUATTARI, 1992) presente nestes filmes e nestes movimentos estéticos nos possibilita pensar em suas tessituras nos cotidianos escolares (ALVES, 2011), como tática (CERTEAU,1998) questionadora das hegemonias presentes na educação contemporânea (NOGUERA, 2012).


Palavras-chave


diáspora africana; identidades e diferenças; redes educativas; cinemas negros; cultura

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DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2019.41850

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Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540