LEITURA LITERÁRIA E MEMES: ANÁLISE DE UMA PROPOSTA

Katrym Aline Bordinhão dos Santos

Resumo


Aliar novas tecnologias ao ensino de literatura esbarra no desafio de não se deixar o texto literário em segundo plano ou apenas mudar o suporte em que ele aparece, sem que haja, de fato, uma preocupação com sua interpretação. Com o objetivo de refletir sobre uma proposta acerca da compreensão de um texto literário, este trabalho apresenta uma experiência realizada em sala de aula com turmas do ensino médio e a leitura dos textos O alienista, de Machado de Assis, e A hora da estrela, de Clarice Lispector, demonstrando uma prática de uso do texto literário vinculada à criação de memes, que também podem ser considerados gêneros textuais. Levando em conta os apontamentos de Rildo Cosson e Jean Foucambert,  discute-se a validade e os resultados da atividade, que aborda um gênero que é de conhecimento dos estudantes e que gera até mesmo estranheza quando é aproximado da prática da aula de literatura. Notadamente se percebeu o interesse de uma parcela dos estudantes, acostumados com o gênero textual, o que culminou na produção de memes que demonstraram um repertório criativo na busca por atingir o sentido que experimentaram nas leituras. Em suma, verificou-se uma apropriação do sentido e das diversas possibilidades de se abordar um fato que pode soar aparentemente sem importância no enredo, mas que, fazendo parte da literatura, permite reflexões sobre o processo de formação humana propiciado por essa tarefa, potencializada pela escola, espaço do qual se espera tal experiência.


Palavras-chave


literatura; leitura; memes

Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2019.36436

Licença Creative Commons
Este obra está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil  

Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540