DIÁLOGOS TÔNICOS COM CRIANÇAS SURDAS A PARTIR DE PRÁTICAS PSICOMOTORAS

Katia Bizzo Schaefer

Resumo


DOI: 10.12957/periferia.2017.29028

O presente artigo tem a pretensão de convidar o leitor a refletir sobre os diálogos tônicos que ocorrem com crianças surdas no contexto da Educação Infantil, especificamente no Instituto Nacional de Educação de Surdos, localizado no Rio de Janeiro. Pelo olhar da Psicomotricidade, dos estudos sobre surdez e da filosofia nietzschiana que aborda o corpo como vontade de potência, são apresentados recortes de uma pesquisa de campo com crianças que possibilitam ampliar as reflexões e repensar as práticas e os diálogos estabelecidos com crianças surdas através de seus corpos: o que se evidencia, o que se aprisiona e o que se potencializa? Como olhar para as crianças surdas em suas potencialidades a partir dos diálogos tônicos estabelecidos? Como empoderá-las diante de uma sociedade que não reconhece o valor dos sujeitos surdos? A Psicomotricidade traz possibilidades de desenvolver outras formas potentes não só de comunicação, mas também de atuação e apreensão do mundo em que vivem. Através de uma educação psicomotora, é possível perceber o corpo como fio condutor de todo esse processo e as crianças são convidadas a perceberem seus corpos pela saúde e pela sua força. A deficiência é afirmada, mas se torna algo menor diante de tantas possibilidades vitais, potentes e relacionais.

 


Palavras-chave


diálogos tônicos; crianças; surdez; psicomotricidade; filosofia nietzschiana

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DOI: https://doi.org/10.12957/periferia.2017.29028

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Revista Periferia, uma publicação eletrônica do Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas – PPGECC/UERJ - ISSN: 1984-9540