A Cidade-simulacro dos sofistas (A configuração do espaço urbano enquanto Discurso e Imagem)

Paulo Pinheiro

Resumo


No seu “Elogio de Helena”, o sofista Górgias Leôncio celebra o discurso (lógos) definindo-o como uma potência soberana capaz de produzir, a partir de uma realidade insignificante e mesmo invisível, os feitos mais extraordinários. O discurso, assim compreendido, é tido como uma potência que produz algo, por exemplo, como uma imagem, ou melhor, como a imagem da Helena inocente, vítima, inclusive, do próprio discurso que a partir de um elemento tão etéreo como a voz produzos feitos mais ‘divinos’ (theíotata érga). Não foi, aliás, o próprio discurso que produziu, também, a imagem desfavorável de Helena que vigorou tanto no imaginário dos gregos quanto nas narrativas dos poetas? Num dia Helena surge como a causadora da guerra que se abateu sobre os helenos, no outro ela nada mais do que a mulher injustiçada, vítima de algum complô; ou dos efeitos do amor ou da trama de algum deus, dos efeitos persuasivos do discurso, da necessidade ou do acaso.

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