Um percurso na construção da prática extensionista em computação e seus desdobramentos interdisciplinares

Thayanne Antão Viegas, Breno de Miranda Marques, Isabel Cafezeiro

Resumo


A partir do percurso histórico de construção da atividade de extensão universitária no mundo, na América Latina e no Brasil, acompanhamos a evolução deste conceito e a implementação da prática extensionista no Brasil. De forma contrária aos esforços de parte da comunidade extensionista, percebemos que a extensão vem sendo, de modo geral, institucionalizada de forma autônoma, ou seja, isolada de suas características inerentes e essenciais de reflexão e pesquisa e ressaltada apenas no caráter de elo entre sociedade e Universidade.  Isto fortalece o seu desprestígio como atividade acadêmica. Argumentamos em favor de uma concepção híbrida de atividade acadêmica onde os diversos fazeres são indistinguíveis. Passamos então a verificar o percurso de institucionalização da atividade de extensão ao longo de toda a existência do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal Fluminense, ressaltando que os cinco momentos relevantes neste percurso refletem (com algum atraso) concepções que marcaram a formação do conceito: extensão como provedora de serviços, extensão compensadora da precariedade, extensão como “atividade menor” no tripé acadêmico, extensão como troca de saberes entre universidade e comunidade e o esforço pela efetivação da extensão como prática de interdisciplinaridade. Os documentos que permitiram esta análise foram consultados na secretaria do próprio departamento e na Pró-reitoria de Extensão da Universidade Federal Fluminense, e as bases teóricas principais dos argumentos aqui apresentados são Boaventura de Sousa Santos, Pedro Demo e Paulo Freire, em suas concepções pedagógicas e textos relativos à extensão universitária.


Palavras-chave


Extensão, Interdisciplinaridade, Ciência da Computação

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DOI: https://doi.org/10.12957/interag.2017.25315

ISSN: 1519-8847 | E-ISSN: 2236-4447
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