Ensino de História: a descolonização dos currículos, a formação docente e a ênfase à memória, história e identidade dos africanos e afro-brasileiros

Cleusa Teixeira Sousa

Resumo


Asações provocadas pelos movimentos sociais dos negros incitaram mudanças na sociedade brasileira, especialmente, a partir da criação do Teatro Experimental dos Negros no Rio de Janeiro (1944). Tais transformações influenciaram também o campo educacional, sobretudo, àquele relativo ao Ensino de História no ensino básico (com a introdução da cultura africana e afro-brasileira) e no universitário, dando origem a “novas” disciplinas como “História da Cultura Afro-brasileira e Indígena” e “Diversidades Culturais”. Deste modo, este artigo tem como objetivo tecer análises reflexivas sobre as mudanças no cenário do Ensino de História no Brasil, especialmente a partir da implementação das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que confluíram para a obrigatoriedade do ensino das diversidades étnicas, africanas, afro-brasileiras e indígenas, as quais passaram a ser contempladas  no currículo escolar e nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais (DCNERER), tanto no ensino básico, quanto no superior. Assim, trataremos das lutas que corroboraram para a mudança da legislação, incitando o resgate da memória, história e identidade desses povos. Pois, a emergência das leis, bem como das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, decorre das lutas dos movimentos negros, intelectuais e acadêmicos em favor do exercício da educação antirracista pautada no resgate da história da matriz africana no Brasil, propiciando o processo de descolonização dos currículos e da história e memória afro-brasileira.



Palavras-chave


Ensino de História; Cultura afro-brasileira; Descolonização dos currículos.

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DOI: https://doi.org/10.12957/intellectus.2021.57346

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