Sintomas de ansiedade gestacional e pós-parto e intenção de amamentar exclusivo até os seis meses: resultados de uma coorte prospectiva do Rio de Janeiro

Aline Oliveira dos Santos Moraes, Elma Izzie da Silva Magalhães, Ana Amélia Freitas Vilela, Gilberto Kac, Juliana dos Santos Vaz

Resumo


Objetivo: Avaliar a associação entre sintomas de ansiedade gestacional e pós-parto e intenção de amamentar exclusivamente até os seis meses. Métodos Coorte prospectiva com uma população de mulheres atendidas no serviço de obstetrícia de um centro de saúde do município do Rio de Janeiro. Os sintomas de ansiedade foram avaliados pelo Inventário de Ansiedade Traço/Estado no primeiro trimestre da gestação (ansiedade-traço) e 30-45 dias pós-parto (ansiedade-estado). A intenção de amamentar exclusivamente até seis meses foi avaliada por questionário aplicado 30-45 dias pós-parto. Variáveis independentes foram obtidas de questionários padronizados com dados socioeconômicos, obstétricos e nutricionais. As associações brutas e ajustadas foram testadas por regressão de Poisson com variâncias robustas. Resultados: Foram avaliadas 195 mulheres no primeiro trimestre gestacional e 185 no pós-parto. A prevalência de sintomas de ansiedade-traço ao início da gestação foi de 53%, e ansiedade-estado no pós-parto 29%. Cinquenta e nove por cento das mulheres pretendiam amamentar exclusivamente até seis meses. Nas análises ajustadas, a presença de sintomas de ansiedade-traço associou-se com a intenção de não amamentar exclusivamente até os seis meses (RP=1,70; IC95%=1,07–2,72). A presença de sintomas de ansiedade-estado no pós-parto perdeu a associação com o desfecho após os ajustes (RP=1,54; IC95%=0,97–2,44). Conclusões: A presença de sintomas de ansiedade-traço influencia negativamente na intenção de amamentar exclusivamente até os seis meses. Ressalta-se a importância de avaliar a saúde mental da mulher na gestação e pós-parto visando proteger a manutenção do aleitamento materno exclusivo.

 


Palavras-chave


Ansiedade. Gestação. Aleitamento Materno. Estudos Longitudinais.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2021.51297

e-ISSN: 2238-913X


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