PRÁTICAS ALIMENTARES EM CRIANÇAS DE ZERO A DOIS ANOS INTERNADAS EM HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DO SUL DO BRASIL

Ana Paula Reyes da Silva, Fernanda Barbosa Bernardes, Juliane Alves Santos, Natália Machado de Miranda, Marianna Sperb, Ester Zoche, Vera Lúcia Bosa

Resumo


Objetivo: Identificar e descrever as práticas alimentares de crianças de zero a dois anos de vida internadas em um hospital universitário de Porto Alegre-RS. Métodos: Identificaram-se as práticas alimentares de 261 crianças, por instrumento composto por questões que analisam atributos, componentes e marcadores da alimentação complementar. As variáveis foram expressas em percentual e valor absoluto, média e desvio padrão ou mediana e intervalo interquartil. Resultados: O aleitamento materno exclusivo até os seis meses esteve presente em 25,3% da amostra, com mediana de duração de 45 dias, e a introdução da alimentação complementar foi iniciada em tempo adequado (seis a sete meses) em 57%. Dentre as crianças que já haviam iniciado a alimentação complementar através da papa de fruta ou refeição principal (n = 128), a mediana de idade de introdução foi de 5 (4-6) meses. Em relação à adequação, alimentos fonte de vitamina A e ferro estiveram presentes em 83,6% das crianças, e 62,5% consumiam todos os grupos alimentares. A consistência da alimentação estava adequada em 52,3%. O consumo de alimentos ultraprocessados estava presente na alimentação de 60,2% das crianças. Conclusões: Foram observadas baixa prevalência de aleitamento materno exclusivo, introdução precoce da alimentação complementar e alta frequência de consumo de alimentos ultraprocessados. As práticas alimentares inadequadas identificadas podem comprometer a saúde da criança, sendo importante realizar ações para a promoção do aleitamento materno e da introdução adequada da alimentação complementar.

DOI: 10.12957/demetra.2019.43304

 


Palavras-chave


Aleitamento materno. Alimentação Complementar. Alimentação.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2019.43304

e-ISSN: 2238-913X


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