AS PEQUENAS BAILARINAS DO BABY CLASS: CONSTRUÇÕES DO FEMININO NO ENSINO DO BALÉ

Larissa Escarce Bento Wollz, Juliana Cecilio Cerqueira, Rita Flores Müller

Resumo


A dança sempre esteve presente na história da humanidade. Na sua forma mais antiga, as danças sagradas foram vivenciadas em diversos rituais. O balé surge mais recentemente permeado de fantasia, romance e misticismo, influenciando a estética do corpo do bailarino e a construção do imaginário da figura da bailarina. O corpo torna-se então um lugar central da dança, seja pelo estudo e análise do movimento, pela beleza da dança ou pelo ideal de leveza e beleza que ele representa. O objetivo do presente artigo é delinear a produção do corpo no ensino do baby class, corpo este atravessado pela gramática binária do gênero na constituição de territórios/práticas femininas e masculinas. Para isso, faz um breve histórico do surgimento da dança e do balé, do clássico ao contemporâneo, para falar deste lugar do corpo na contemporaneidade, no qual a constituição/oposição dos gêneros se faz presente. Apesar de o balé clássico nos dias atuais ser rotulado como uma dança tipicamente/tradicionalmente feminina e os bailarinos serem em maioria mulheres, nem sempre foi assim. E mesmo hoje, em pleno século XXI, ainda há muito preconceito contra meninos que se interessam pela dança e, em especial, pelo balé nas turmas de baby class, demostrando o conservadorismo existente e como os estereótipos de gênero são continuamente reforçados e naturalizados, ajudando então na manutenção do pensamento conservador.

DOI: 10.12957/demetra.2016.22504

 

 


Palavras-chave


corpo, dança, gênero, feminino, masculino.

Texto completo:

PDF PDF (English)


DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2016.22504

e-ISSN: 2238-913X


Esta revista está licenciada com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.