TAMANHO DA PORÇÃO E GORDURA TRANS: OS RÓTULOS DE ALIMENTOS INDUSTRIALIZADOS BRASILEIROS ESTÃO ADEQUADOS?

Nathalie Kliemann, Mariana Vieira dos Santos Kraemer, Bruna Maria Silveira, David Alejandro González-Chica, Rossana Pacheco da Costa Proença

Resumo


Objetivo: Associar o tamanho da porção com a presença de gordura trans em rótulos de alimentos industrializados comercializados em supermercado brasileiro. Metodologia: A porção foi categorizada de acordo com a legislação e a presença de gordura trans foi estimada pela notificação de componentes com gordura trans na lista de ingredientes. Estimou-se a prevalência de falsos negativos, considerando os produtos que na informação nutricional reportaram não ter gordura trans, mas que apresentavam componentes com gordura trans na lista de ingredientes. Foram utilizados os testes Qui-quadrado e Anova, sendo o valor-p <0,05 significativo. Resultados: Metade dos alimentos tinha gordura trans na lista de ingredientes e, em comparação com a informação nutricional, cerca de 40% eram falsos negativos. Os percentuais de gordura trans e de falsos negativos se incrementaram até o tamanho máximo permitido para porção, diminuindo entre aqueles com porção acima do permitido. Nos produtos prontos para o consumo, observou-se padrão similar entre a densidade energética e a presença de gordura trans na lista de ingredientes; no entanto, para o percentual de falsos negativos, esta relação foi inversa. Conclusões: A porção declarada nos rótulos pode estar associada à notificação de presença de gordura trans na informação nutricional.

DOI: http://dx.doi.org/10.12957/demetra.2015.12981

 

 


Palavras-chave


Ácidos graxos trans; Rotulagem de alimentos; Porção de alimento.

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DOI: https://doi.org/10.12957/demetra.2015.12981