Frida Kahlo e Virginia Woolf: Escrita e pintura como construção de uma persona

Maria Aparecida Oliveira

Resumo


Frida Kahlo tornou-se um ícone, um mito, uma mania, assim como a sua obra passou a ser reconhecida e celebrada mundialmente. Sua arte revela sua sensibilidade e, também, o sofrimento de seu corpo tragicamente mutilado, após o acidente que determinou sua vida inteira. O principal questionamento nesse trabalho é como podemos compreender o processo de pintura/escrita/vida de Frida Kahlo e de Virginia Woolf, como um processo de construção de uma persona, que está intrinsicamente ligada à sua pintura e à ficcionalização de seu diário, de modo a determinar uma das facetas que gostaria de mostrar ao público. Ao longo do trabalho, a intenção é aproximar Frida Kahlo da escritora Virginia Woolf, percebendo de que modo elas convergem e se distanciam. Enquanto mulheres e artistas ambas estavam revolucionando a cena artística e literária de seu país e deixaram marcas profundas que hoje impactam muitas mulheres em todo mundo. Em relação à fortuna crítica sobre Frida Kahlo, o trabalho conta com os pressupostos de Herrera (1991), Lowe (2005), Stellweg (1992), Toro (2013), Franco (2007). Sobre a construção da imagem de Virginia Woolf, o trabalho está baseado nas concepções de Jane Marcus (1987), Brenda Silver (1999) em Virginia Woolf, an Icon.


Palavras-chave


Frida Kahlo; Virginia Woolf; diários; escrita de si.

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2021.59647

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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