CAMINHOS DE TRANSGRESSÃO: A HEROÍNA QUE OUSA E DESAFIA NA OBRA-PRIMA DE KATE CHOPIN

Deisi Luzia Zanatta, Rosemary Elza Finatti

Resumo


Kate Chopin se tornou uma importante escritora da literatura realista dos Estados Unidos, no século XIX, por abordar a temática de conscientização feminina em sua obra. O universo feminino de suas narrativas constitui-se de personagens que buscam liberdade e autoafirmação em meio à hostilidade da dominação masculina na cultura fin de siècle. O despertar (1899), a obra-prima da autora, escandalizou a sociedade sulista estadunidense e foi considerado por grande parte da crítica como um romance vulgar e imoral, por tratar de questões como a independência afetiva, financeira e sexual da protagonista Edna Pontellier, que percorre um caminho transgressor em busca da emancipação. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva apresentar a trajetória de emancipação feminina da heroína, que rompe com o estereótipo de mulher ideal construído pela ideologia patriarcal, por meio de atitudes consideradas subversivas para a época. Para tanto, a análise será embasada pelos pressupostos teóricos de Virginia Wolf (1942) acerca da imagem do anjo do Lar, de Wendy Martin (1988) em relação às personagens femininas da obra, de Antônio Candido (1976), Edward Morgan Forster (2005) e Ruth Miguel (2016) sobre a personagem de ficção e de Gérard Genette (1972) a respeito do foco narrativo.


Palavras-chave


O despertar; Kate Chopin; Edna Pontellier; Emancipação feminina.

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2021.58329

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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