JANE EYRE E A CONSTRUÇÃO DE UMA VOZ DE REBELDIA

Claudia Fay

Resumo


RESUMO: O presente artigo tem por objetivo analisar através da trajetória da personagem título do romance Jane Eyre, escrito por Charlotte Brontë em 1847, como uma voz autoral feminina se levanta e quebra convenções sociais, questiona relações de poder e estereótipos culturalmente estabelecidos, borrando, assim, as fronteiras entre os gêneros e tendo sempre como princípio norteador seu amor próprio e sua sede por igualdade. De forma a desenvolver uma leitura crítica da obra parte-se de uma teoria feminista-marxista, a qual entende as obras literárias enquanto projetos políticos que trazem em si as lutas e contradições do momento histórico no qual nascem e do qual falam, questionando a ideologia dominante ao penetrar na realidade social, econômica, mental e política. A compreensão do feminino, assim, não se constitui como uma verdade essencial, mas como um constructo social elaborado por uma sociedade centrada na Voz do Pai. Por fim, a questão de gênero é levada para além de suas fronteiras, dissolvendo-as e propondo-se através de Jane Eyre uma identidade não presa a um sexo delimitador de atitudes e comportamentos.


Palavras-chave


Opressão feminina; Moral vitoriana; Rompimento com o binarismo

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DOI: https://doi.org/10.12957/seminal.2021.58142

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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