FAZENDO ANA PAZ: A METAFICÇÃO NO FAZER LITERÁRIO DE LYGIA BOJUNGA

Gabriela Trevizo Gamboni

Resumo


Esse artigo tem por objetivo estudar a metaficção na  obra  Fazendo Ana Paz (1991) de Lygia Bojunga, além de estabelecer suas correlações no tocante ao emprego das estratégias autorreferenciais. Almejamos refletir acerca desse recurso como motivador e instigador de um leitor mais reflexivo e crítico, haja vista que, ao se deparar com narrativas metaficcionais, ele não será um mero consumidor, mas, sim, um colaborador na construção dessas narrativas. A participação do leitor nessa (re)construção do texto literário acaba por ser um convite a experimentar os bastidores da produção artística, incitando-o a tornar-se mais reflexivo e a realizar  uma leitura menos ingênua. A metaficção gera certa instabilidade, pelo deslocamento do foco de atenção para o processo de criação da narrativa, muda-se o foco da história contada para o como essa história é contada. Além disso, o papel do leitor também é alterado, pois aqui ele passa a ser coautor, um colaborador do processo. Pensando em tais implicações, trazemos Fazendo Ana Paz (1991) uma vez que nos adentramos na ficção a partir de uma autora que, com um tom informal, conta ao seu leitor como surgiu a necessidade de escrever, expondo seu fazer literário, situando o leitor pelos caminhos da construção de suas narrativas, e também a confecção de seus personagens, deixando “à mostra” todo o processo.

Palavras-chave: Metaficção; Lygia Bojunga; Criador; Criatura.


Palavras-chave


Metaficção;Lygia Bojunga;Criador;Criatura

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2020.47733

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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