O UNIVERSO INFANTIL DE CLARICE LISPECTOR: UMA LEITURA DA ORALIDADE E DO FINAL ABERTO EM O MISTÉRIO DO COELHO PENSANTE

Cristina Rothier Duarte, Girlene Marques Formiga

Resumo


O mistério do coelho pensante (1967), primeira obra de Clarice Lispector destinada ao público infantil, situa-se cronologicamente, no contexto historiográfico da literatura infantil brasileira, em uma fase marcada por duas principais vertentes: a constituída por produções que buscavam, sem sucesso, seguir o projeto de escrita lobatiana, e a formada por textos originais cujas temáticas giravam em torno da história, do folclore ou do maravilhoso, no entanto já possui marcas estilísticas características de obras publicadas a partir dos anos 70, tais como: o narrador não onisciente, a metaficção, o desfecho aberto, apenas para enumerar algumas características consideradas incomuns para a época. Diante disso, para este artigo, dedicamo-nos ao estudo da oralidade e do final aberto, elementos estéticos empregados pela autora considerados inovadores para o momento em que fora escrita e publicada.

Palavras-chave


Literatura infantil e juvenil; Clarice Lispector; Oralidade; Final aberto.

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2020.46195

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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