O LUDISMO LEXICAL EM MONTEIRO LOBATO

Tania Maria Nunes de Lima Camara

Resumo


Quando se pensa na produção literária voltada para crianças, valorizando o universo cultural em que estas vivem, o nome de Monteiro Lobato ganha lugar de destaque. O cuidado de apresentar-se como um contador de histórias que coloca a realidade brasileira como foco, pode ser considerado um dos fatores de relevância  que coloca o ilustre autor como linha divisória entre aquilo que as crianças (ou não seriam miniadultos?) liam antes do contato com seus textos  e tudo quanto passaram a ler a partir da publicação de sua primeira obra. Lobato, de maneira simples e despretensiosa, insere o leitor no ambiente textual, fazendo-o participar da trama. Tal fato mostra-se consequência da capacidade do autor de trazer para o universo de sua literatura brincadeiras próprias da infância brasileira. Seu traço de brasilidade envolve ambientes, personagens e linguagem. A natureza do presente artigo traz a linguagem com centro da investigação na obra lobatiana. A identidade cultural manifesta-se, do ponto de vista lexical, como característica do texto produzido, uma vez que coloca o leitor em contato com marcas de oralidade e expressões cotidianas próprias da língua portuguesa do Brasil. Assim, busca-se aqui estudar a linguagem lobatiana, mais especificamente o caráter expressivo das criações neológicas presentes em Emília no País da Gramática, formadas a partir de diferentes processos. Tal marca de expressividade será apresentada, funcionalmente, não só como orientadora do leitor no caminho da produção de sentido, mas também como caminho produtivo da prática docente.


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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2015.13288

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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