Encenações do fantástico e do absurdo em Veronica Stigger

Maria Fernanda Garbero de ARAGÃO

Resumo


Este artigo é uma proposta de análise de dois contos de Veronica Stigger,tendo como hipótese a criação ficcional de contextos que, ao proporem umaintensa ruptura com o real, conduzem o leitor ao encontro de uma escriturafantástica. Para isso, fazem parte deste trabalho os textos “Tristeza e Isidoro”,de Gran cabaret demenzial (Cosac Naify, 2007), e “Curta-metragem”, contoroteirodividido em duas partes, de Os anões (Cosac Naify, 2009). A partir daideia de que nessas construções verifica-se uma descrença no diálogo comopossibilidade de interação entre as personagens, observa-se a elaboraçãode outras perspectivas de mediações afetivas viáveis a esses cenários que,de certa forma, conduzem à estranheza. Ademais, uma proximidade entre ouniverso narrativo de Stigger e o Teatro do Absurdo também se configura,pois as inserções da desolação e da incomunicabilidade do homem modernorompem com a dramaturgia tradicional e estabelecem novos sentidos. Aoavesso, as personagens aqui presentes experimentam o caos e encenamprecárias sobrevivências entre acidentes, quedas e cacos.

Palavras-chave


Ruptura; fantástico; absurdo; contemporaneidade

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2012.11004

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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