A expressão do fantástico nos contos “Ligéia”, de Edgar Allan Poe , e “Véra”, de Villiers de l’Isle-Adam

Lígia Pereira de PÁDUA

Resumo


Mesmo nos séculos em que as luzes da ciência monopolizam todas as áreasdo saber, os homens procuram decifrar o mundo via filosofias menos ortodoxas.Essa curiosidade leva-os a se refugiarem em doutrinas ocultistas. No domínioliterário, esse ímpeto foi expresso pela literatura cunhada de fantástica ecaracteriza-se pela presença do sobrenatural. A literatura de veia fantásticaremonta à Idade Média, mas como afirma Malrieu (1992), o seu estabelecimentoenquanto gênero literário começa a ser ensejado pelos romances góticos naFrança e na Inglaterra no século XVIII, e sua autonomia só encontrou terrenofértil para florescer com o Romantismo. Assim, o conto fantástico ganha fôlego,primeiramente, com as obras do alemão E.T.A Hoffmann e, posteriormente,com as do norte-americano Edgar A. Poe em meados do século XIX. Dessaforma, o autor francês Villiers de l’Isle-Adam, amplamente influenciado porPoe, pretende, através do uso dos contornos e conteúdos próprios do gênerofantástico, evocar a revelação de uma realidade superior, representada pelabusca ascética do Absoluto. Assim sendo, o objetivo do presente estudo éfazer uma leitura comparativa das obras “Ligéia”, de Poe e “Véra”, de Villiersno intuito de verificar a presença do fantástico como núcleo estruturador deambas as narrativas.

Palavras-chave


Fantástico; Edgar Allan Poe; Villiers de l’Isle-Adam; Conto Poético

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DOI: https://doi.org/10.12957/cadsem.2012.11001

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ISSN: 1414-4298 | e-ISSN: 1806-9142

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