Análise da Experiência Interpretativa de uma estudante com Deficiência Visual em uma trilha guiada por Audioguia
Um Estudo de Caso à luz de Bakhtin e Vigotski
DOI:
https://doi.org/10.12957/impacto.2026.94052Resumo
Este artigo analisa a experiência interpretativa de uma estudante com deficiência visual em uma trilha ecológica, investigando o impacto de um audioguia educativo como ferramenta de mediação. Por meio de um estudo de caso centrado na "Estudante 1", uma aluna cega do nono ano do Instituto Benjamin Constant, a pesquisa acompanha a evolução de seu discurso e percepção antes, durante e após uma visita à Pista Cláudio Coutinho, no Rio de Janeiro. A análise, fundamentada nos conceitos de Mediação e Zona de Desenvolvimento Iminente de Vygotsky e no Dialogismo de Bakhtin, revela uma notável transformação. Inicialmente, a percepção da estudante estava focada nas barreiras de acessibilidade e na reprodução de discursos genéricos sobre preservação ambiental. A visita mediada pelo audioguia "Ciência & Voz" atuou em sua Zona de Desenvolvimento Iminente, permitindo que ela não apenas acessasse informações sobre o ambiente, mas também construísse uma conexão afetiva e pessoal com o espaço. A pesquisa demonstrou a internalização do conhecimento na etapa final, quando a estudante superou uma visão superficial e articulou uma consciência socioambiental crítica e autoral, afirmando que os seres humanos "invadiram o habitat dos outros". O estudo conclui que a união entre Tecnologias Assistivas e espaços de educação não formais é uma estratégia poderosa para a educação inclusiva, promovendo não só o acesso ao conhecimento, mas o desenvolvimento de uma voz própria, crítica e engajada.
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