Análise do comportamento alimentar e aspectos biopsicossociais de homens trabalhadores

Autores/as

  • Bárbara Birck Martins Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Curso de Graduação em Nutrição. Porto Alegre, RS, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-8387-5149
  • Juliana Ribeiro Fontoura Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Curso de Graduação em Nutrição. Porto Alegre, RS, Brasil. https://orcid.org/0009-0009-5620-3134
  • Helen Freitas D’avila Universidade de Santa Cruz do Sul, Programa de Pós-Graduação em Promoção da Saúde. Santa Cruz do Sul, RS, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-2569-5681
  • Fernanda Michielin Busnello Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre, Departamento de Nutrição. Programa de Pós-Graduação em Ciências da Nutrição. Porto Alegre, RS, Brasil. https://orcid.org/0000-0001-9091-142X

DOI:

https://doi.org/10.12957/demetra.2026.78785

Palabras clave:

Comportamento alimentar. Vigilância em saúde do trabalhador. Saúde mental. Alimentação emocional. Homens.

Resumen

Introdução: Os indivíduos passam a maior parte do seu dia na atividade laboral. Pressão e estresse são comuns no ambiente de trabalho, e esses fatores podem impactar a saúde e o comportamento alimentar. Objetivo: Analisar o comportamento alimentar de homens trabalhadores e sua possível associação com o estresse, estado nutricional, estrato socioeconômico e nível de atividade física. Método: Estudo transversal realizado com 104 homens trabalhadores, que responderam a questionários com dados sociodemográficos, comportamento alimentar - Three-Factor Eating Questionnaire-21 (TFEQ-21), escala de estresse percebido (PSS-4) e questionário internacional de atividade física (IPAQ). Resultados: A mediana de idade dos participantes foi de 31 anos (IQR 27,0-40,8) e 51 (49%) apresentaram sobrepeso. A maioria foi considerada ativa de acordo com o IPAQ. Na escala do PSS-4, a mediana foi de 6,0 (IQR 4,0-9,0), sugerindo baixo nível de estresse. No TFEQ-21, observou-se uma mediana 38,9 (27,8-55,6), maior na dimensão da restrição cognitiva em comparação com as outras dimensões. O comer emocional teve correlação significativa positiva com o descontrole alimentar (r=0,60, p=0,000) e com a escala de estresse percebido (r=0,365, p=0,000). Em análises adicionais, observou-se diferença significativa entre grupos que haviam realizado dieta (p=0,000) ou acompanhamento nutricional (p=0,005) e a dimensão de restrição alimentar. Também houve diferença significativa entre grupos mais ativos (p=0,000) em relação à restrição alimentar. Conclusões: Homens trabalhadores que relataram comer emocional apresentaram níveis mais altos de estresse e descontrole alimentar. Além disso, aqueles que fizeram dieta ou acompanhamento nutricional tiveram pontuações mais elevadas na dimensão de restrição cognitiva.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Citas

1. Severo EA. A influência da qualidade de vida no trabalho sobre o comprometimento organizacional. Gest Prod. 2012;19(3).

https://doi.org/10.21714/2178-8030gep.v19.4687

2. Francisco DJ, Firmino J, Filho M. A qualidade de vida no trabalho: ambiente saudável versus satisfação do trabalhador. Rev Adm CESMAC. 2014;3. https://doi.org/10.3131/race.v3i0.929

3. Organização Pan-Americana da Saúde. Obesidade e equidade: necessidade de ações intersetoriais. Rev Panam Salud Publica. 2018;42:e119.[Acesso 27 abril 2025]. Disponível em: https://iris.paho.org/handle/10665.2/49562

4. de Freitas PP, Lopes MS, Assunção AÁ, Souza Lopes AC. Health and work in Brazil: physical and psychosocial demands. Cad Saude Publica. 2021;37(9):e00129420. https://doi.org/10.1590/0102-311X00129420

5. Tejero LMS, Seva RR, Fadrilan-Camacho VFF. Factors associated with work-life balance and productivity before and during work from home. J Occup Environ Med. 2021;63(12):1065–1071.

https://doi.org/10.1097/JOM.0000000000002377

6. Houman JJ, Eleswarapu SV, Mills JN. Current and future trends in men’s health clinics. Transl Androl Urol. 2020;9(Suppl 2):S116–S122.

https://doi.org/10.21037/tau.2019.08.33

7. Faccini AM, Da Silveira BM, Rangel RT, Silva VL. Influência do estresse na imunidade: revisão bibliográfica. Rev Cient Fac Med Campos. 2020;15(3):64–71.

https://doi.org/10.29184/1980-7813.rcfmc.312.vol.15.n3.2020

8. Cirqueira Fonseca N, Coimbra Gonçalves J, Araujo GS. Influência do estresse sobre o sistema imunológico. Rev Multidiscip Psic. 2019;13(47):102–110.

9. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde; 2012. [Acesso 15 agosto 2022]. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/politica_nacional_alimentacao_nutricao.pdf

10. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretrizes brasileiras de obesidade. São Paulo: ABESO; 2016. [Acesso 15 agosto 2022]. Disponível em: https://abeso.org.br/diretrizes

11. García-Campayo J, Puebla-Guedea M, Herrera-Mercadal P, Daudén E. Burnout syndrome and demotivation among health care personnel. Actas Dermosifiliogr. 2016;107(5):400–406.

https://doi.org/10.1016/j.ad.2015.09.016

12. Hemiö K, Lindström J, Peltonen M, Härmä M, Viitasalo K, Puttonen S. The association of work stress and night work with nutrient intake. Scand J Work Environ Health. 2020;46(5):533–541.

https://doi.org/10.5271/sjweh.3899

13. Skinner BF. Science and human behavior. New York: Macmillan; 1953.

14. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Posicionamento sobre o tratamento nutricional do sobrepeso e da obesidade. São Paulo: ABESO; 2022. [Acesso 15 agosto 2022]. Disponível em: https://abeso.org.br

15. Natacci LC, Júnior MF. The three factor eating questionnaire – R21: tradução para o português e aplicação em mulheres brasileiras. Rev Nutr. 2011;24(3):383–394. https://doi.org/10.1590/S1415-52732011000300002

16. Rubino F, Puhl RM, Cummings DE, Eckel RH, Ryan DH, Mechanick JI, et al. Joint international consensus statement for ending stigma of obesity. Nat Med. 2020;26(4):485–497.

https://doi.org/10.1038/s41591-020-0803-x

17. Lin YW, Lin CY, Strong C, Liu CH, Hsieh YP, Lin YC, et al. Psychological correlates of eating behavior in overweight/obese adolescents. Pediatr Neonatol. 2021;62(1):41–48. https://doi.org/10.1016/j.pedneo.2020.08.006

18. De Fátima Xavier M, Paiva JB, Oliveira J, Juan S, Gonsalves M, et al. Avaliação do estresse, estilo alimentar e qualidade de vida. Rev CPAQV. 2020;12(3). https://doi.org/10.36692/v12n3-12

19. Bongers P, Jansen A. Emotional eating is not what you think it is. Front Psychol. 2016;7:1932. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2016.01932

20. Konttinen H, Van Strien T, Männistö S, Jousilahti P, Haukkala A. Depression, emotional eating and long-term weight changes. Int J Behav Nutr Phys Act. 2019;16(1). https://doi.org/10.1186/s12966-019-0791-8

21. Szakály Z, Kovács B, Szakály M, Nagy-Pető DT, Gál T, Soós M. Examination of the eating behavior based on the TFEQ-R21 model. Nutrients. 2020;12(11):3514. https://doi.org/10.3390/nu12113514

22. French SA, Epstein LH, Jeffery RW, Blundell JE, Wardle J. Eating behavior dimensions. Appetite. 2012;59:541–549.

https://doi.org/10.1016/j.appet.2012.07.001

23. World Health Organization. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Geneva: WHO; 1998. [Acesso 23 maio 2023]. Disponível em: https://apps.who.int/iris/handle/10665/63854

24. Faro A. Análise fatorial confirmatória das três versões da Perceived Stress Scale. Psicol Reflex Crit. 2015;28(1):21–30.

https://doi.org/10.1590/1678-7153.201528103

25. Cohen S, Kamarck T, Mermelstein R. A global measure of perceived stress. J Health Soc Behav. 1983;24(4):385–396.

https://doi.org/10.2307/2136404

26. Matsudo S, Araújo T, Matsudo V, Andrade D. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ). Rev Bras Ativ Fís Saúde. 2001;6(2):5–18.

https://doi.org/10.12820/rbafs.v.6n2p5-18

27. Penaforte FR, Matta NC, Japur CC. Associação entre estresse e comportamento alimentar. Demetra. 2016;11(1):225–237.

https://doi.org/10.12957/demetra.2016.18592

28. Carpio-Arias TV, Solís Manzano AM, Sandoval V, Vinueza-Veloz F, Rodríguez Betancourt A, Betancourt Ortíz SL, et al. Relationship between perceived stress and emotional eating. Clin Nutr ESPEN. 2022;47:156–162.https://doi.org/10.1016/j.clnesp.2022.03.030

29. Brisotto M, Silva MD, Andretta I. Depressão, ansiedade e estresse e o comportamento alimentar. Rev Psiquiatr Clin. 2022;49(3).

https://doi.org/10.5935/1808-5687.20220013

30. Tan CC, Chow CM. Stress and emotional eating. Pers Individ Dif. 2014;66:14–19. https://doi.org/10.1016/j.paid.2014.02.033

31. Du C, Adjepong M, Zan MCH, Cho MJ, Fenton JI, Hsiao PY, et al. Gender differences in perceived stress and eating behaviors. Nutrients. 2022;14(5):1045. https://doi.org/10.3390/nu14051045

32. Romero-Mesa J, Peláez-Fernández MA, Extremera N. Emotional intelligence and eating disorders. Eat Weight Disord. 2021;26(5):1287–1301. https://doi.org/10.1007/s40519-020-00968-7

33. Burnatowska E, Surma S, Olszanecka-Glinianowicz M. Mental health and emotional eating during COVID-19. Nutrients. 2022;14(19):3989.

https://doi.org/10.3390/nu14193989

34. Costa ML, Costa MGO, Souza MFC, Silva DG, Vieira DAS, Mendes-Netto RS. Cognitive restraint and emotional eating during COVID-19. Food Qual Prefer. 2022;100:104579.

https://doi.org/10.1016/j.foodqual.2022.104579

35. Elmacıoğlu F, Emiroğlu E, Ülker MT, Özyılmaz Kırcalı B, Oruç S. Evaluation of nutritional behaviour related to COVID-19. Public Health Nutr. 2021;24(3):512–519. https://doi.org/10.1017/S1368980020004140

36. Barclay-Güzeldere HK, Devrim-Lanpir A. Emotional eating and perceived stress during COVID-19. Public Health Nutr. 2022;25(1):43–51.

https://doi.org/10.1017/S1368980021002974

37. Bemanian M, Mæland S, Blomhoff R, Rabben ÅK, Arnesen EK, Skogen JC, et al. Emotional eating during the COVID-19 pandemic. Int J Environ Res Public Health. 2021;18(1):130. https://doi.org/10.3390/ijerph18010130

38. Reiss F, Meyrose AK, Otto C, Lampert T, Klasen F, Ravens-Sieberer U. Socioeconomic status and mental health. PLoS One. 2019;14(3).

https://doi.org/10.1371/journal.pone.0213700

39. Sherman GD, Mehta PH. Stress, cortisol, and social hierarchy. Curr Opin Psychol. 2020;33:227–232. https://doi.org/10.1016/j.copsyc.2019.09.013

40. Hahn SL, Hazzard VM, Loth KA, Larson N, Klein L, Neumark-Sztainer D. Diet self-monitoring apps and disordered eating. Prev Med. 2022;155:106967. https://doi.org/10.1016/j.ypmed.2022.106967

41. Oliveira J, Colombarolli MS, Figueredo LS, Cordás TA. Cognitive restraint in low-carb diet with binge eating. Einstein (São Paulo). 2021;19:eAO5599. https://doi.org/10.31744/einstein_journal/2021AO5599

42. Sares-Jäske L, Knekt P, Männistö S, Lindfors O, Heliövaara M. Self-report dieting and long-term BMI changes. Obes Sci Pract. 2019;5(4):291–300. https://doi.org/10.1002/osp4.336

43. Ball HL. Conducting online surveys. J Hum Lact. 2019;35(3):413–417.

https://doi.org/10.1177/0890334419848734

44. Cuschieri S. The STROBE guidelines. Saudi J Anaesth. 2019;13(Suppl 1):S31–S34. https://doi.org/10.4103/sja.SJA_543_18

Publicado

2026-07-22

Cómo citar

1.
Birck Martins B, Ribeiro Fontoura J, Freitas D’avila H, Michielin Busnello F. Análise do comportamento alimentar e aspectos biopsicossociais de homens trabalhadores. DEMETRA [Internet]. 22 de julio de 2026 [citado 25 de julio de 2026];21:e78785. Disponible en: https://www.e-publicacoes.uerj.br/demetra/article/view/78785

Número

Sección

Nutrição Clínica