DISCURSOS DE ÓDIO E O LETRAMENTO DISCURSIVO: ANÁLISE DE DOIS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA ANTES E DEPOIS DA BNCC
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Resumo
Este artigo tem o objetivo de investigar como os discursos de ódio são abordados em livros didáticos de Língua Portuguesa antes e após a implementação da Base Nacional Comum Curricular – BNCC (Brasil, 2017). Para tanto, analisamos as edições de 2015 e 2022 da obra Português Linguagens (Editora Saraiva), direcionadas ao 7º ano do Ensino Fundamental. A pesquisa articula os pressupostos teóricos-epistemológicos da Linguística Aplicada Implicada (Souto Maior, 2022) e da desaprendizagem (Fabrício, 2006), ambos alicerçados na perspectiva dialógica da linguagem (Bakhtin, 2003), à teorização sobre discursos de ódio (Butler, 2021; Trindade, 2022; Schäfer et al., 2015, com o intuito de discutir como o Letramento Discursivo (Souto Maior, 2025) pode contribuir para um processo de ensino e aprendizagem de línguas mais crítico, reflexivo e socialmente engajado. A análise comparativa demonstra que a BNCC catalisou uma abordagem mais crítica e transversal do tema, integrando-a a habilidades específicas. Enquanto a edição de 2015 tratava do bullying e do cyberbullying de forma pontual e pouco aprofundada, a edição de 2022 incorpora atividades que promovem pesquisa orientada, debate fundamentado em dados, produção de textos reivindicatórios e adaptação de gêneros a múltiplos suportes, fomentando um letramento discursivo capaz de instrumentalizar estudantes para o reconhecimento e o enfrentamento das violências simbólicas presentes nas práticas sociais.
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