AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ESTROGÊNICA NA BACIA DO RIO GUANDU (RJ): UMA DÉCADA DE OBSERVAÇÕES AMBIENTAIS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.12957/ric.2025.95474

Resumo

O Rio Guandu é um dos principais mananciais do estado do Rio de Janeiro, embora enfrente uma pressão ambiental devido a poluição associada à falta de saneamento. Efluentes domésticos e industriais aportam uma mistura de poluentes que não são completamente removidos pelos sistemas de tratamento convencionais, incluindo desreguladores endócrinos estrogênicos. Neste contexto, aplicou-se o bioensaio in vitro Yeast Estrogen Screen (YES) para avaliar a presença de micropoluentes em amostras de água superficial da bacia do Rio Guandu através de sua atividade estrogênica. Considerou-se tanto a fase dissolvida quanto o material particulado suspenso (MPS), permitindo uma avaliação abrangente da amostra. Os resultados foram comparados a estudos no Rio Guandu realizados na década anterior e tiveram sua significância ambiental interpretada segundo o valor de EBT (effect-based trigger) de 1,17 ng L-1, que indica o limiar de segurança para o ecossistema aquático avaliado com o ensaio YES. Os resultados indicam elevada atividade estrogênica, com equivalente-estradiol (EQ-E2) de até 21,5 ng L-1 no Rio Guandu. A quase totalidade das amostras excederam o valor de EBT, sugerindo possível risco ao ecossistema aquático. A fase dissolvida foi responsável pela maior fração da atividade estrogênica total e a análise comparativa indica ainda uma piora na qualidade da água no curso do Rio Guandu, com aumento da mediana de EQ-E2. Os resultados reforçam a urgência do controle da poluição na região, bem como a relevância do monitoramento ambiental abrangente, contribuindo para o entendimento da evolução da contaminação por estrogênios no Rio Guandu ao longo da última década.

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Publicado

2025-12-09

Como Citar

Argolo, A. dos S., Almeida, J. P., Silva, V. L. da, Felix, L. da C., Gomes, G., & Bila, D. M. (2025). AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ESTROGÊNICA NA BACIA DO RIO GUANDU (RJ): UMA DÉCADA DE OBSERVAÇÕES AMBIENTAIS. Revista Internacional De Ciências, 15(2), 59–76. https://doi.org/10.12957/ric.2025.95474