O DESENVOLVIMENTO URBANO E A CRIMINALIDADE NA CIDADE DE CAMPINAS: DA ESCOLA DE CHICAGO À CRIMINOLOGIA CRÍTICA
DOI:
https://doi.org/10.12957/rfd.2026.63087Palavras-chave:
Políticas públicas, segregação socioespacial, violência urbana, Escola de Chicago, Criminologia Crítica.Resumo
Partindo da Escola de Chicago ou teoria ecológica, pensamento criminológico que identificou que as áreas mais vulneráveis daquela cidade concentravam as taxas mais altas de criminalidade, e utilizando o método comparativo, o presente trabalho teve por objetivo verificar se a organização do espaço urbano e os níveis de criminalidade do município de Campinas podem ser explicados por meio dessa teoria. Utilizando como base o método de Shaw e McKay, apurou-se que os crimes violentos e o crime de tráfico de drogas convergem nas áreas mais vulneráveis de Campinas. No entanto, as explicações da teoria ecológica mostraram-se muito vagas partindo da forma como a cidade de Campinas se desenvolveu, já que a atuação estatal, em conjunção com os interesses privados do capital imobiliário, segregou seletivamente a população de baixa renda em áreas distantes e sem infraestrutura. Assim, a partir de estudos urbanos posteriores aos da Escola de Chicago, em especial os da criminologia crítica, foi possível constatar que o local de moradia, que torna a população de baixa renda vulnerável, é utilizado como um modo de criminalizar esta população. Além disso, verificou-se que a concentração de crimes de homicídio nas áreas de alta vulnerabilidade pode ser explicada pelo processo de exclusão territorial.Downloads
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