A “Cidade Modelo” em debate: Sustentabilidade, Desigualdades e Direito à Cidade em Curitiba
Durabilité, Inégalités et Droit à la Ville à Curitiba
DOI:
https://doi.org/10.12957/rdc.2025.90705Palavras-chave:
Áreas verdes urbanas, Curitiba, Gestão de resíduos sólidos, Sistema de Transporte Público Coletivo, Direito à cidadeResumo
Objetivo: analisar a realidade urbana de Curitiba, confrontando o discurso da "cidade modelo" com as dinâmicas de periferização e favelização que moldam o espaço urbano. Método: o estudo possui natureza qualitativa,e, para alcançar os objetivos da pesquisa, foram utilizadas como técnicas de coleta de dados: revisão bibliográfica; análise documental; e análise de dados secundários. Resultados: embora Curitiba seja reconhecida por suas práticas urbanísticas inovadoras, tais políticas frequentemente beneficiam interesses econômicos e empresariais, enquanto populações vulneráveis enfrentam dificuldades de mobilidade, exclusão habitacional e impactos ambientais desproporcionais. O transporte público favorece concessionárias e limita o acesso equitativo à mobilidade urbana. A gestão de resíduos sólidos perpetua injustiças ambientais ao localizar aterros sanitários em regiões periféricas habitadas por populações socioeconomicamente vulneráveis. Já as áreas verdes, longe de promoverem inclusão, frequentemente impulsionam a valorização imobiliária e a expulsão de parcelas específicas da população. Como conclusão, tem-se que Curitiba compartilha com outras metrópoles latinoamericanas desafios estruturais ligados à mercantilização do espaço urbano, que fomenta processos de gentrificação. Contribuição: contribui-se para o debate a respeito do planejamento urbano e permite desmistificar os discursos que posicionam Curitiba como um modelo de urbanismo sustentável, expondo suas contradições.
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