CRIATIVIDADE E TECNOLOGIAS COGNITIVAS
ambivalências éticas e políticas da imaginação algorítmica
DOI:
https://doi.org/10.12957/rcd.2026.92192Palavras-chave:
Criatividade aumentada, Inteligência artificial, Tecnologias cognitivas, Autoria, Ética algorítmicaResumo
A presença das tecnologias cognitivas nos processos criativos contemporâneos desafia concepções tradicionais de autoria, originalidade e expressão simbólica. Ao atuarem como extensões da mente humana, sistemas baseados em inteligência artificial (IA) participam ativamente da produção cultural, não apenas como ferramentas, mas como coautores que operam entre cálculo estatístico e sensibilidade estética. Este artigo analisa os impactos dessa copresença entre humanos e máquinas, especialmente nos campos da comunicação, do design, da publicidade e das artes, problematizando os limites éticos, sociais e políticos dessa colaboração. Partindo da noção de criatividade aumentada, propõe-se uma abordagem crítica e plural das tecnologias cognitivas, capaz de integrar a inovação técnica à justiça simbólica. Conclui-se que o futuro da criação depende menos da sofisticação dos sistemas e mais das escolhas éticas que orientam sua aplicação e distribuição.
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